Corpos violados, direitos negados: violência sexual e repressão na ditadura argentina (1976–1983)

Autores

Palavras-chave:

direitos humanos, ditadura argentina, gênero e poder, memória e justiça, violência sexual

Resumo

O artigo examina a violência sexual como instrumento de repressão política na ditadura cívico-militar argentina (1976–1983), sob a ótica de gênero e direitos humanos. A pesquisa, qualitativa e bibliográfica, adota o método de estudo de casos múltiplos articulado à análise documental de fontes jurisprudenciais. Assim como, fundamenta-se em autoras feministas como Rita Segato e Rosanne Anholt, além de documentos oficiais de julgamentos de lesa-humanidade. Foram analisadas as causas ESMA, Campo de Mayo e Circuito Atlético-Banco-Olimpo, evidenciando que a violência sexual foi sistemática e planejada pelo Estado. Tais práticas expressaram uma política de dominação e silenciamento, visando à destruição moral e psicológica das vítimas. O reconhecimento jurídico desses crimes como autônomos de lesa-humanidade constitui avanço simbólico e institucional, fortalecendo a justiça e a memória democrática. Conclui-se que compreender a violência sexual sob uma perspectiva de gênero aprofunda o entendimento das relações entre poder, corpo e política, reafirmando a necessidade da verdade histórica e da reparação das vítimas.

Resumo
78
pdf 25
HTML 14
XML 7
ePub 18

Biografia do Autor

Osvaldo Alencar Billig, Centro Universitário Dinâmica das Cataratas, Brasil

Bacharel em Administração pela Universidade de Passo Fundo (UPF). MBA em Logística Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Mestre em Administração pela Universidade de Caxias do Sul (UCS). Doutor em Administração pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM). Professor no curso de Relações Internacionais do Centro Universitário Dinâmica das Cataratas (UDC) de Foz do Iguaçu/PR. Brasil.

Delia Agustina Verbeck , Centro Universitário Dinâmica das Cataratas, Brasil

Acadêmica de Relações Internacionais do Centro Universitário Dinâmica das Cataratas (UDC), de Foz do Iguaçu/PR. Brasil.

Referências

Agamben, G. (2002) Homo sacer: o poder soberano e a vida nua. UFMG.

Álvarez, V. (2024) La violencia sexual en los juicios por delitos de lesa humanidad en Argentina y Uruguay: un recorrido de dos historias conectadas. Sortuz – Oñati Journal of Emergent Socio-Legal Studies, 14(2), 245–264. https://doi.org/10.35295/sz.iisl.2043

Anholt, R. (2016) Understanding sexual violence in armed conflict: cutting ourselves with Occam’s razor. Journal of International Humanitarian Action, 1(6), 6-16. https://doi.org/10.1186/s41018-016-0007-7

Argentina Ministerio Público Fiscal. (2021). Boletín 2021_06. Perspectiva de género en la jurisprudencia de la Cámara Nacional de Casación Criminal y Correccional de CABA. Ministerio Público Fiscal Procuración General de la Nación - República de Argentina. https://www.mpf.gob.ar/area-mpf-ante-cnccc/files/ 2021/06/Boleti%CC%81n-2021_06-Perspectiva-de-ge%CC%81nero-en-la-jurisprudencia-de-la- Ca%CC%81mara-Nacional-de-Casacio%CC%81n-en-lo-Criminal-y-Correccional-de-CABA.pdf

Argentina Ministerio Público Fiscal. (2018). Dossier de sentencias pronunciadas en juicios de lesa humanidad en Argentina. Ministerio Público Fiscal de la Nación. https://omp.unsj.edu.ar/index.php/addh/catalog/ book/44

Argentina Juicios de Lesa Humanidad – Ministerio de Justicia y Derechos Humanos de la Provincia de Buenos Aires (2010). Causa Atlético-Banco-Olimpo (ABO). https://derechoshumanos.mjus.gba.gob.ar/ sentencia/31-abo-atletico-banco-olimpo/?utm_source

Argentina. Ministerio de Justicia y Derechos Humanos de la Provincia de Buenos Aires (2022). Megacausa Campo de Mayo – Sentencia y condenas. Ministerio de Justicia y Derechos Humanos de la Provincia de Buenos Aires. https://derechoshumanos.mjus.gba.gob.ar/sentencia/5-megacausa-campo-de-mayo/ #condenas

Ariño, M.V. (2010). La violencia sexual como arma de guerra. Cuaderns de construcción de pau ECP, (15), 1-15. https://www.hhri.org/wp-content/uploads/2021/01/violencia_sexual_guerra.pdf

Butler, J. (2004). Undoing gender. Routledge.

Capelato, M.H.R. (2006). Memória da ditadura militar argentina: um desafio para a história. Revista de Pesquisa Histórica Clio, 24(1), 121-133. https://periodicos.ufpe.br/revistas/index.php/revistaclio/ article/view/24758 .

Convention on the elimination of all forms of discrimination against women [CEDAW]. (1979). Convention on the elimination of all forms of discrimination against women. ONU. https://www.ohchr.org/en/ instruments-mechanisms/instruments/convention-elimination-all-forms-discrimination-against-women

Centro de Estudios Legales y Sociales [CELS] (2021). Primera sentencia por delitos contra la integridad sexual cometidos en la ESMA. CELS. https://www.cels.org.ar/web/2021/08/primera-sentencia-por-delitos- contra-la-integridad-sexual-cometidos-en-la-esma/

Comisión Nacional sobre la Desaparición de Personas [CONADEP]. (1984). Nunca más: informe de la Comisión Nacional sobre la Desaparición de Personas. EUDEBA. https://librosycasas.cultura.gob.ar/wp- content/uploads/2015/11/LC_NuncaMas_Digital1.pdf

Convenção de Belém do Pará (1994). Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher. OEA. https://www.oas.org/en/mesecvi/convention.asp

Foucault, M. (1988). História da sexualidade – vol. 1: a vontade de saber. Graal.

Jemio, A.S. (2021). Una revisión crítica del concepto "Estado terrorista". Sociohistórica, (48), e145. https://doi.org/10.24215/18521606e145

Organização Nações Unidas [ONU]. (1998). Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional. ONU. Mandelli, M. (2020). O revisionismo histórico e a desinformação. Educamídia. https://educamidia.org.br/o-revisionismo-historico-e-a-desinformacao

Museo Sitio de Memoria ESMA. (2021). Histórica condena en Argentina por los delitos sexuales perpetrados en el mayor centro de detención de la dictadura. ESMA. http://www.museositioesma.gob.ar/historica- condena-en-argentina-por-los-delitos-sexuales-perpetrados-en-el-mayor-centro-de-detencion-de-la- dictadura/

Olivari, M.E. e Parodi, M.B. (10 y 12 de julio de 2018). Violencia sexual en la última dictadura militar argentina desde una perspectiva de género y biopolítica [V Jornadas CINIG de Estudios de Género y Feminismos, Universidad Nacional de La Plata], UNLP-FAHCE. https://www.memoria.fahce.unlp.edu.ar/trab_eventos/ev.10832/ev.10832.pdf

Pita, M.V. (2010). Formas de morir y formas de vivir: el activismo contra la violencia policial. Ediciones Del Puerto - CELS. https://www.cels.org.ar/web/publicaciones/formas-de-morir-y-formas-de-vivir-el- activismo-contra-la-violencia-policial/

Politimía (s/d). Argentina 1976-1983: el Proceso de Reorganización Nacional. Politimía. https:// www.politimia.com.ar/post/proceso-de-reorganizaci%C3%B3n-nacional

Scott, J. W. (1986). Gender: a useful category of historical analysis. The American Historical Review, 91(5), 1053-1075. https://www.jstor.org/stable/1864376 .

Segato, R. (2014) Las nuevas formas de la guerra y el cuerpo de las mujeres. Revista Sociedade e Estado, 29(2) 341-371. https://doi.org/10.1590/S0102-69922014000200003

Tribunal Oral en lo Criminal Federal 2 (2024). Fundamentos de sentencia: Ahmed, José y otros — Causa nro. 3122 (CFP 14216/2003/TO13). Poder Judicial de la Nación. https://www.mpf.gob.ar/lesa/files/ 2024/03/20240308-TOF-2-Fundamentos-ABO-V.pdf

Wood, E.J. (2012). Variación de la violencia sexual en tiempos de guerra: la violación en la guerra no es inevitable. Revista Estudios Socio-Jurídicos, 14(1) 19-57. https://revistas.urosario.edu.co/index.php/ sociojuridicos/article/view/1935

Publicado

2026-07-31

Como Citar

Billig, O. A., & Agustina Verbeck, D. (2026). Corpos violados, direitos negados: violência sexual e repressão na ditadura argentina (1976–1983). Revista Latino-Americana De Estudos De Paz E Conflitos, 7(14), 126-143. https://doi.org/10.5377/rlpc.v7i14.23215

Edição

Seção

Ensayos académicos

Como Citar

Billig, O. A., & Agustina Verbeck, D. (2026). Corpos violados, direitos negados: violência sexual e repressão na ditadura argentina (1976–1983). Revista Latino-Americana De Estudos De Paz E Conflitos, 7(14), 126-143. https://doi.org/10.5377/rlpc.v7i14.23215