Análise crítica dos alarmes sociais sobre a baixa fecundidade em Espanha: novos contextos e discursos
DOI:
https://doi.org/10.5377/rlpc.v7i13.21289Palavras-chave:
Políticas pró-natalidade, desafios demográficos, fatores sociais, conciliação e corresponsabilidade, Técnicas de Reprodução Assistida (TRA)Resumo
Esta proposta analisa criticamente o discurso público e midiático que apresenta a baixa fertilidade na Espanha como uma “catástrofe demográfica”, apontando o comportamento dos jovens e das mulheres —distante do esperado no modelo reprodutivo da modernidade— como responsável. Em contraste com essa retórica, as análises das ciências sociais e da demografia permitem propor esse comportamento como uma resposta adaptativa a fatores socioeconômicos sistêmicos. As investigações identificam a precariedade do trabalho, a dificuldade de acesso à moradia e a falta de políticas de conciliação como causas fundamentais da atual queda da fertilidade na Espanha, uma das mais extremas do mundo. Argumenta-se que a retórica alarmista é muitas vezes uma instrumentalização ideológica que desvia a atenção das soluções sistêmicas, promovendo em seu lugar respostas individualistas e contribuindo para reproduzir as violências estruturais implícitas nessa operação. A proposta conclui que, para abordar a baixa natalidade, é crucial passar da sinalização individual ou da apelação a modelos tradicionais que perpetuam a desigualdade para a implementação de políticas públicas que apoiem a corresponsabilidade social.
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